História do boné
Versões primitivas do boné já existiam no antigo Egito. As peças eram utilizadas como proteção ou acessório das vestimentas. Elas foram se modificando e atravessaram o tempo. Ganharam formato de boné e, no século 20, virou moda entre os norte-americanos, os primeiros a integrar o acessório em seu dia-a-dia.
De lá para cá, o boné ganhou o mundo. Ganhou a cabeça de crianças, jovens e adultos. No Brasil, o boné é uma verdadeira mania. É a própria imagem do esporte, estilo, atitude, juventude e atividades saudáveis. Assim, facilmente alcançou o status de acessório de moda.
O boné é versátil. Cumpre seu papel no mundo da publicidade, divulgando e fortalecendo empresas, eventos e marcas. É peça obrigatória no mercado de brindes. Está cada vez mais presente nas importantes passarelas do mundo. O boné veste cabeças de operários e celebridades. E movimenta uma das cadeias produtivas que mais gera emprego e renda no país.
O boné em Apucarana
Na região de Apucarana, no Vale do Ivaí, Paraná, o boné deu seus primeiros passos no início da década de 70, quando as empresas Cotton’s, Kep’s e Semetec começaram a produzir bandanas e tiaras. Aqueles empresários pioneiros pesquisaram e desenvolveram vários moldes de bonés até se definir pelo que consideraram melhor para a época. A aba ainda era feita com papelão.
Com o fechamento das três empresas precursoras, vários empreendedores, muitos deles ex-funcionários da Cotton's, abriram suas próprias fábricas. A primeira a se registrar na Prefeitura de Apucarana foi a Indústria e Comércio de Roupas Faroli Ltda., no dia 31 de janeiro de 1984.
Mas, o grande crescimento do setor foi entre 1997 e 1998. Nesse período nasceram mais de 200 empresas na cidade. Atualmente, o segmento de bonés, brindes e outros artefatos de tecidos gera 17,6% dos empregos industriais do município.
Entidades fortes: crescimento ordenado
Com a rápida expansão do setor nasceu a necessidade de uma entidade que reunisse os empresários. Em 1997 foi criada a Associação Brasileira de Bonés de Qualidade (Abrafab’q). A associação tem projetos de exportação com apoio da APEX, certificação ISO 9000 e central de compras.
Em 1990, foi criado o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Vale do Ivaí (Sivale) que representa as indústrias de Confecções de Apucarana e mais vinte municípios.
Em junho de 2000, foi fundada a Associação das Indústrias de Bonés e Brindes de Apucarana (Assibra). O objetivo é manter uma central de compras cooperativa, permitindo maiores margens de negociação e menores custos na aquisição de insumos.
Em 2005 nasceu a Associação Nacional das Indústrias de Bonés, Brindes e Similares (Anibb) que conta com 136 associados em todo o Brasil. A sede é Apucarana.
APL Bonés de Apucarana
Pela grande concentração de fabricantes de bonés e empresas que integram essa cadeia produtiva, Apucarana recebeu do governo federal, em 2004, a denominação de Arranjo Produtivo Local (APL). Com isso, Apucarana iniciou uma nova e importante etapa para a evolução do setor e para o desenvolvimento econômico e social do município.
O município reúne as condições que a legitimam como autêntico APL. Tem entidades representativas de classe, instituições públicas e privadas de treinamento, promoção e consultoria, escolas técnicas e universidade, instituições de pesquisa, desenvolvimento e engenharia, entidades de classe e instituições de apoio empresarial e de financiamento.
A coordenação do APL é feito através de uma governança constituída por empresários voluntários cujo objetivo é conseguir resultados através do esforço coletivo. As ações do APL Bonés de Apucarana contam com a parceria da prefeitura, Sebrae, entidades que representam o setor, faculdades, instituições financeiras e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana.
Investimentos em tecnologia, pesquisas, qualificação de mão-de-obra e contínua atualização do mercado, transformam Apucarana em importante centro nacional de excelência e um dos maiores pólos de produção de bonés do país.
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