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Ministro do Desenvolvimento é favorável à redução da tarifa de importação de algodão

Indústria têxtil espera que tributo seja reduzido de 10% para algo entre zero e 2%. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta terça, dia 31, que é favorável à redução da tarifa de importação para o algodão. A indústria têxtil deve encaminhar um novo pedido ao governo ainda nesta semana e espera a aprovação na próxima reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), prevista para 15 de setembro. Miguel Jorge falou aos jornalistas durante encontro com representantes do governo britânico, onde foi sinalizada a possibilidade de um acordo para aumentar o comércio entre as regiões.

Para garantir o abastecimento das fábricas, a indústria têxtil pede que o imposto para a compra de algodão do Exterior seja reduzido de 10% para algo entre zero e 2%. A demanda atual é calculada em 250 mil toneladas da fibra importada. O ministro disse que, no que depender da pasta, o pedido deve ser aprovado.


Miguel Jorge falou sobre algodão durante encontro de autoridades brasileiras e britânicas, em São Paulo, para discutir oportunidades de negócios. O ministro de Negócios e Inovação do Reino Unido, Vince Cable, disse que o Brasil é uma das prioridades, mas reconheceu que hoje as relações comerciais entre os países são pouco aproveitadas. De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou o equivalente a US$ 2,3 bilhões para o Reino Unido - pouco mais de 2% do total das exportações brasileiras no período. Para Cable, um acordo entre Brasil-União Europeia ajudaria a melhorar a situação.


O agronegócio é uma das áreas em que o governo britânico quer ampliar as relações comerciais com o Brasil. Durante o encontro desta terça, Vince Cable chegou a criticar os subsídios que alguns países concedem à produção local e disse que quando se fala em agronegócio no Brasil, o setor que os britânicos mais estão de olho é o de biocombustíveis.


Para o lado brasileiro, um acordo comercial também seria bem-vindo. Mas o governo avalia que é preciso ir com calma, já que nos últimos meses, as importações têm crescido mais que as exportações do Brasil.


Fonte: Canal Rural